TOP 5 problemas com mão de obra

Você faz ideia de quão importante é a mão de obra para que o seu sonho da casa própria se concretizar? No post de hoje falarei de como a escolha da mão de obra pode facilitar ou atormentar o andamento de uma obra. Adianto que não quero responsabilizar equipes de obra por todos os erros e falhas em uma construção, mas sim exaltar a importância de uma boa mão de obra.

Antes mesmo de pensar em ser arquiteta já havia escutado histórias sobre equipes de obra, e o contato e a experiência com o trabalho de equipe de obras foi aumentando gradativamente em decorrência dos estágios e da minha profissão.

É bem verdade que arquitetos são responsáveis pelo planejamento e não pela construção, porém isto não significa que não sejamos capazes de compreender a complexidade de uma obra, que não saibamos sobre técnicas e materiais construtivos e nem que somos incapazes de entender sobre qualidade de mão de obra. Por diversas vezes aqui no blog já falei cobre a importância do projeto arquitetônico e do planejamento, contudo até mesmo o melhor projeto do mundo pode vir a se tornar um pesadelo sem a equipe correta.

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A mão de obra é responsável pela última e decisiva etapa para que a casa dos seus sonhos se torne uma realidade, e é justamente por este motivo que eu não recomendo que se busque a economia a todo custo quando o assunto é mão de obra. Nas mãos de uma equipe eficiente, capacitada e profissional até mesmo um projeto ruim se torna um bom imóvel, assim como a recíproca é verdadeira, nas mãos de uma equipe despreparada e ruim até o melhor projeto pode se transformar no seu pior pesadelo.

Claro que a qualidade final de uma obra depende de uma série de fatores tais como um bom planejamento, bons materiais e uma boa equipe de obra, o intuito deste post é alertar sobre os riscos de não se valorizar a capacidade e o valor de se ter uma boa equipe de obra. Há uma diversidade de equipes por aí com preços diferentes, porém, se você vai construir ou reformar procure se concentrar na competência da equipe e não apenas em seu preço.

Construção é um assunto sério, e quando falamos de casa a coisa fica mais séria ainda, pois a casa própria é um dos maiores sonhos dos brasileiros e ninguém sonha em ter uma casa onde as coisas não funcionem direito e tudo cause problemas. Portas e janelas que não fecham direitos, umidade, paredes tortas, pisos soltos e rede elétrica que não te permite ligar o chuveiro do quarto e a tv da sala ao mesmo tempo são coisas que ninguém deseja entre tantos outros problemas que podem acontecer caso a equipe de obra não seja boa.

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A seguir segue uma lista dos 5 maiores motivos para uma equipe de mão de obra não ser boa e trazer problemas:

1 – Ignorar o projeto

Um projeto é um planejamento e ao ignorá-lo cria-se um enorme problema, pois tudo o que foi pensado e arquitetado é perdido. Muitos colegas já me relataram problemas que tiveram em decorrência do projeto ter sido ignorado e eu já passei pela experiência de entregar um projeto para a equipe de obra e este projeto ser dobrado, guardado e devidamente ignorado. Além de desrespeitar o profissional contratado, tal gesto demonstra falta de respeito com o cliente que buscou um arquiteto para que pudesse construir a caso dos seus sonhos e também falta de profissionalismo.

Não sei dizer ao certo porque algumas equipes tomam atitudes como estas, mas felizmente é possível identificar equipes que costumam fazer isto antes mesmo da contratação, pois sempre há a conversa de que não é necessário contratar um arquiteto, afinal a equipe já construiu inúmeras casa e sabe como se faz.

Evidentemente espera-se de uma equipe de obra que ela saiba construir, contudo para que a obra seja mais eficiente e tenha a maior qualidade possível o projeto arquitetônico se faz indispensável.

2 – Falta de profissionalização

Muitos dos trabalhadores que atuam na construção civil possuem a convicção de que não precisam estudar ou se profissionalizar, que a experiência basta, porém é importante ressaltar que isto demonstra a falta de valorização do próprio trabalhador em relação à sua profissão. Existem diversos cursos sobre a área que capacitam o trabalhador e elevam o nível de conhecimento e do trabalho ainda mais. Já falei sobre o quão importante é poder contar com uma equipe bem treinada e capacitada que torne sua obra ainda mais eficiente no post “Equipe de Obra Mais do Que Relevante”.

3 – Desperdício de material

Seja por falta de treinamento ou por qualquer outro motivo, o desperdício de material é um tremendo problema, pois ao invés de buscar aproveitar ao máximo os materiais comprados se desperdiça e o dinheiro gasto na compra deles se torna literalmente entulho, lixo. O alto índice de geração de entulho não é um problema apenas para o seu bolso, mas também gera um grave problema ambiental. Pesquisas apontam que cerca de 30% dos materiais comprados para uma obra se tornam entulho. Além de descuido e despreparado por parte da equipe de obra, fatores como ausência de projeto e retrabalhos constantes podem também aumentar o desperdício de material.

Eu pude presenciar quando meus pais decidiram trocar o piso da parte externa da minha casa e foi algo desesperador ver o tanto de material que virou lixo. Era massa batida em excesso, pisos quebrados por manuseio incorreto e tantas outras coisas que me espantaram. Inicialmente havia sido passada uma lista de materiais necessário, mas nem preciso dizer que de nada adiantou esta lista né? A quantidade de material comprada foi bem maior.

Para se evitar que se desperdício materiais de construção é fundamental que haja um projeto arquitetônico, um bom planejamento e uma equipe que saiba trabalhar de forma eficiente. Se pensarmos que um arquiteto custa entre 3-12% do valor total da obra, pode-se notar que contratar um bom arquiteto pode representar uma economia, assim como contratar uma boa equipe de obra.

4 – Falta de atualização

Vivemos em um mundo que está em constante evolução, a tecnologia avança em uma velocidade cada vez maior e não está limitada apenas para dispositivos eletrônicos. A construção civil também se beneficia da evolução tecnológica e do desenvolvimento de novas tecnologias e materiais. Tenho para mim que os dias do sistema pedra sob pedra da alvenaria está contado e os materiais sofrerão uma revolução significativa dentro de pouco tempo.

É preciso que a mão de obra da construção civil se atualize e conheça novas técnicas e materiais. Já tenho observado algumas mudanças, como por exemplo o caibramento dos telhados antes feito em madeira vem sendo feito com materiais metálicos que oferecem maior resistência e durabilidade, mas requerem mão de obra especializada.

Buscar se especializar em um tipo específico de material ou técnica também torna o trabalhador um profissional especializado que realizará seu trabalho em menos tempo e com primazia, sendo mais eficiente.

5 – Desonestidade

Esta é a característica mais difícil de se detectar, pois se alguém está sendo desonesto com você não há como saber no momento, há que se investigar e buscar confirmar a informação. Já vi e ouvi diversas histórias sobre mão de obra que não foi completamente honesta, seja por desvio de materiais da obra, por receber comissão dos materiais comprados (RT) ou então por falar que sabe fazer algo que não sabe.

É algo complicado e delicado este assunto, mas antes de contratar uma equipe busque referencias de outras pessoas que se utilizaram dos serviços desta equipe (eu indico pelo menos 3) e se possível conheça o resultado final da construção. É como diz o ditado “melhor prevenir do que remediar”. Felizmente equipes de obra desonestas não são a maioria.

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Ao visitar uma obra que está sendo executada é possível identificar a qualidade da mão de obra observando itens como a aparência do assentamento dos tijolos e organização do canteiro de obras. Uma boa equipe se preocupa com a qualidade dos serviços prestados e isto fica visível no aspecto da construção, já vi tijolos tão bem assentados que dispensavam qualquer tipo de acabamento. Quando os tijolos são bem assentados a quantidade de reboco e massa corrida que será utilizada para dar o acabamento na parede é bem menor, pois não haverá necessidade de corrigir falhas como uma parede torta. Já a organização do canteiro de obra permite um maior controle dos serviços que estão sendo executados, dos materiais utilizados e evitam acidentes de trabalho.

E falando em evitar acidentes de trabalho me lembrei de outra questão muito importante em relação a equipe de obras é a utilização dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). A utilização destes equipamentos é fundamental para a segurança da equipe. Cabe ao contratante fornecer para toda a equipe os EPIs, mas infelizmente não é incomum encontrar equipes inteiras que trabalham colocando sua saúde e suas vidas em risco por se recusarem a usar equipamentos de proteção.

Uma maneira de buscar uma boa equipe de obra e assegurar a qualidade dos serviços prestados é contratar uma construtora ou empreiteira que seja responsável pela equipe, já que construtoras e empreiteiras são empresas que possuem um nome e uma reputação a zelar. Lembrando que equipes pertencentes a construtoras costumam ser bem organizados, com uma hierarquia bem definida e possuem treinamentos.

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Além de assegurar a melhor qualidade final possível para a sua construção, uma equipe de obra eficiente também pode representar uma economia significativa, portanto é mais do que válido valorizar estes trabalhadores e profissionais que são os responsáveis por tirar o projeto do papel e construir a casa dos seus sonhos. A eficiência da equipe de obra acelera o ritmo da construção, minimiza desperdícios e reflete diretamente na qualidade final.

Vale a pena contratar uma boa equipe de obra, pois ela te trará apenas vantagens que compensarão o investimento feito nela, através da economia de tempo, materiais e consequentemente de dinheiro. Uma boa equipe não é necessariamente a mais cara, porém dificilmente é a mais barata.

A combinação de um bom projeto e uma boa equipe de execução de obra é a sua casa dos seus sonhos tornada realidade.

Valorize a equipe que concretizará seu sonho, valorize a equipe de obra!

 

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E se você contratar um arquiteto?

É muito comum as pessoas estarem em casa atoa e notarem alguma coisa que gostariam de mudar ou algum defeito e eis que se inicia a síndrome do “Já que” e então o que era para ser uma pequena mudança ou um pequeno reparo no fim se torna em uma obra problemática e interminável.

Tudo começa com algo bem pequeno como por exemplo uma parede que está precisando de uma pintura nova, e então começa a síndrome “já que eu vou pintar a parede, por que não trocar o piso?”, “já que eu vou trocar o piso eu deveria quebrar essa parede e ampliar a sala”, “já que eu vou ampliar a sala eu deveria reformar a cozinha também”, “já eu vou reformar a cozinha, por que não fazer uma cozinha americana?”, e então o que deveria ser uma coisa pouca vira uma bola de neve sem fim.

O maior problema de tudo isso não é você ou qualquer outra pessoa desejar renovar a casa, mas sim fazer isto sem qualquer planejamento de forma aleatória sem pensar nas melhorias reais que essa reforma pode trazer e quanto ela pode custar. Se antes você iria apenas pintar uma parede e o resultado iria ficar bom, o “já que” torna tudo uma caixinha de surpresas.

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Para que o “já que” não seja um transtorno e para que sua reforma seja a mais tranquila possível é preciso acrescentar o “já que eu vou reformar e se eu contratar um arquiteto?”.

Se em meio a todas essas ideias de renovação você contratar um arquiteto o que eu posso te garantir é que o resultado ficará bem melhor e o processo será mais tranquilo e mais econômico.  Um arquiteto vai te ajudar a ver quais as melhores opções e possibilidades para que você possa analisar a situação antes de sair sem pensar fazendo pequenas reformas intermináveis.

A primeira coisa a se fazer é parar para refletir na real necessidade de cada coisa que o “já que” te leva a pensar que você deseja fazer, depois é preciso verificar se há orçamento disponível para viabilizar as tais mudanças. Com as duas questões pensadas o mais indicado é procurar um profissional de arquitetura para sistematizar o processo e então fazer a coisa da maneira certa.

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Aqui no blog eu já falei sobre o assunto reforma antes, falei sobre os tipos de reforma existentes, sobre as etapas e atribuições de uma reforma residencial assim como quanto pode custar uma reforma, e nestes posts assim como em outros eu sempre falo do planejamento e de como ele é importante.

A síndrome do “já que” te leva a fazer as coisas sem parar para pensar e planejar, o que pode ser um completo desastre. Planejamento é essencial para obras, e eu diria que mais ainda em casos de reforma, afinal é muito mais fácil intervir em um terreno vazio onde as possibilidades são infinitas do que interferir em algo já consolidado, com uma estrutura determinada e com grandes limitações.

Contratar um profissional arquiteto se faz necessário então não para que sua obra tenha status de obra com arquiteto, mas sim para assegurar a qualidade final dessa obra assim como a segurança de todos os envolvidos e dos que podem ser afetados. Uma reforma mal pensada, malfeita e mal executada pode trazer sérios problemas não só para os moradores daquela casa, mas também pode causar transtornos sérios para os vizinhos, como por exemplo um vazamento que saia da sua casa e dê as caras na casa ao lado. Vale lembrar que caso a sua reforma traga danos a qualquer vizinho o responsável em ressarcir tal dano é você.

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Somente um profissional habilitado poderá te auxiliar no processo te ajudando a planejar cada detalhe e evitará desperdício do seu tempo e dinheiro com os “já que” que dão errado e ficam ruins.

Já que você está pensando em renovar sua casa, que tal contratar um arquiteto para ter um resultado final da maneira como você merece?

 

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Se for construir ou reformar, valorize sua obra: contrate um arquiteto!

Casa Vs. Apartamento

Se você está em dúvida entre casa ou apartamento este é o post para você! Neste post vou falar das vantagens e desvantagens de cada um, mas vale ter em mente que qualquer que seja a sua decisão, você renunciará a algo. Eu já tive a oportunidade de morar tanto em apartamento quanto em casa e sei que qualquer um dos dois pode trazer muita alegria.

Para uns a escolha entre casa ou apartamento é algo extremamente fácil, enquanto para outros a dúvida é cruel. Caso você esteja no time dos indecisos, avalie bem o seu perfil, defina quais são suas prioridades e analise bem as opções oferecidas pelo mercado.

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Casa

Escolher morar em uma casa é optar por ter um canto para chamar de seu e de mais ninguém. A casa é uma boa opção para quem gosta de ter um jardim com muitas plantas no quintal e não se importa de ter que limpar e cuidar da área externa da casa. Dependendo do tamanho da casa e do terreno é possível ainda ampliar a casa caso a família venha a aumentar ou haja a necessidade de se acrescentar um cômodo como um ateliê ou um escritório.

Normalmente as casas oferecem mais espaço do que os apartamentos, assim como mais privacidade, em contrapartida oferecem a sensação de oferecerem menos segurança, porém a questão da segurança é muito relativa, pois uma casa pode ser tão segura quanto ou até mais segura do que um aparamento.

Em uma casa há mais liberdade em relação aos animais de estimação, pois não haverá problemas em relação aos vizinhos sempre escutarem as patinhas do seu animal quando ele andar pela casa ou de o qualquer que seja o som que ele emitir ser ecoado e transmitido para todos os vizinhos através da estrutura. O espaço mais amplo também pode ser um ponto positivo para que as crianças possam brincar mais livres pela casa sem a preocupação de incomodar os vizinhos e também sob a supervisão dos pais, em contraparte, a socialização das crianças com outras pessoas e crianças ficará mais restrita.

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Muitos empreendimentos imobiliários hoje em dia estão seguindo a tendência da habitação mínima, por isto não é incomum encontrar casa pequenas com pouco espaço externo que em muito se assemelham com pequenos apartamentos. A maior privacidade pode ser um fator que contribui com o fator da insegurança, afinal se ninguém vê o que se passa do lado de dentro, você também não sabe o que se passa do lado de fora e por maior que seja a quantidade de equipamentos instalados para tentar aumentar a segurança, nada melhor do que um bom relacionamento com os vizinhos.

É muito comum encontrar alegações de que a casa oferece mais liberdade para que você possa fazer o que bem entender, convidar amigos, tocar música alta, mas vale lembrar que não devemos abusar demais desta liberdade oferecida, uma vez que se a festa estiver animada demais madrugada a dentro é possível sim que algum vizinho se incomode e acabe chamando a polícia.

Uma casa costuma custar menos do que um apartamento, além do fato que não há condomínio para pagar, porém é preciso lembrar que os custos de manutenção da sua casa são de sua responsabilidade e que a manutenção é indispensável para manutenção da boa saúde e integridade dos ocupantes da casa.

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Resumindo: quem opta por morar em uma casa procura por independência.

Morando em uma casa você pode ter mais espaço e liberdade, porém terá também mais trabalho para limpar todas as áreas (interna e externa) e pode acabar ficando isolado da vizinhança.

Lembrando que há também os famosos condomínios fechados que podem oferecer muitas das vantagens de um condomínio de edifícios, mas também possuem custos como condomínios e regras específicas.

Para mim o mais fantástico de uma casa é que você pode construí-la de acordo com o que você realmente precisa, o que é impossível no caso de apartamentos, de modo que a casa atenderá perfeitamente a suas necessidades e preferencias.

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Apartamento

Escolher morar em um apartamento pode ser uma excelente experiência para pessoas que são altamente sociáveis, uma vez que condomínios acabam criando uma espécie de vínculo entre seus moradores, que por sua vez acabam realizando confraternizações e se conhecendo bem.

A convivência com os vizinhos acontece normalmente nas áreas comuns do prédio, que podem ser áreas de serviço ou áreas de lazer. A maior interação entre os vizinhos também acaba trazendo maior sensação de segurança, uma vez que para famílias com crianças a tranquilidade para deixar os filhos brincarem com os colegas nas áreas comuns do condomínio é maior, para quem viaja é possível avisar aos vizinhos que poderão ouvir qualquer movimentação diferente no corredor caso ela aconteça e ter a certeza de que não é possível pular o muro e invadir sua casa na sua ausência.

Apartamentos oferecem espaços limitados, não podendo ser feita nenhum tipo de ampliação, uma vez que a estrutura é imutável e é definida pela construtora. Além da limitação física, um condomínio oferece também uma série de restrições, uma vez que é preciso seguir as normas estabelecidas pelo condomínio e o seu regulamento interno. Morar em um condomínio oferece mais responsabilidades do que morar em uma casa, já que é preciso zelar pelo patrimônio do condomínio assim como comparecer nas reuniões e assembleias.

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Ainda que o espaço de m apartamento costume ser muito limitado, algumas pessoas conseguem cultivar pequenos jardins em sacadas, é preciso estar atento a questão da incidência solar para saber qual a planta que vai dar certo na sua sacada. Caso você goste da ideia de ter um animal de estimação é preciso verificar antes do ato da compra se o apartamento comporta o porte do seu animal, se o regulamento do condomínio permite que você tenha um animal e também se seu animal costuma fazer muito barulho, pois os vizinhos e acabar gerando uma situação desagradável.

É importante lembrar também que por mais que o deslocamento por elevador entre os andares possa parecer algo esplendido, sempre haverá os dias de manutenção de elevador assim como os dias sem energia que te forçarão a utilizar as escadas para vencer os desníveis entre um andar e o outro.

Uma das questões que mais me aborrece quando falo se apartamentos é que raramente é feito alguma coisa para que de isole acusticamente um apartamento do outro, o que torna o barulho algo insuportável em determinadas situações. Homens e mulheres que usam sapatos com saltos rígidos que fazem muito barulhos acabam atormentando diversos vizinhos. Um simples mudar um móvel de lugar pode ser uma experiência nada agradável. Até mesmo conversas mais animadas podem chegar a incomodar.

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Apartamentos costumam custar mais caro do que uma casa, além de terem condomínio, mas é preciso observar as áreas comuns ofertados pelo condomínio e conhecer a infraestrutura oferecida por ele. Alguns condomínios trazem academias, lavanderia, salões de festas, entre tantas outras áreas que são de uso comum, mas lembre-se sempre que área comum é feita para ser utilizada por todos os condôminos. É muito comum que as áreas comuns de um condomínio gerem conflitos, mas isto costuma acontecer quando não há compreensão de que a piscina do prédio não deve ser usada para uma festa particular de um morador, mas sim por todos os moradores.

Observar o valor do condomínio antes de comprar o apartamento no caso de um edifício já concluído é importante, afinal será mais uma conta a pagar e dependendo do prédio pode ser uma conta bem salgada. Lembrando que o condomínio serve para custear a manutenção e limpeza das áreas comuns.

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Resumindo: quem opta por morar em um apartamento procura por praticidade.

Morando em um apartamento você pode ter mais segurança e praticidade, porém terá também contas a mais apara pagar e um regulamento interno a seguir.

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Cada opção possui pós e contras, vai do seu perfil escolher em qual morar.

Espero que este post tenha sido útil.

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Se for construir ou reformar, valorize sua obra: contrate um arquiteto!

O que é decoração?

Olá pessoal, hoje não vou falar de especificamente arquitetura, mas sim de decoração.

Decorar é adornar, embelezar, enfeitar um ambiente, e ao contrário do que muitos pensam, para decorar não é preciso contratar nenhum profissional. A decoração é algo muito pessoal e que acontece aos poucos.

Assim como uma mulher se enfeita detalhe por detalhe, um brinco, a escolha da maquiagem, do anel, do colar, da roupa, do calçado e dos demais acessório é também a decoração de um ambiente ou de uma casa. Não há como decorar tudo de uma hora para outra e nunca se termina de decorar, é um processo lento e contínuo. Eu diria ainda que decorar é um processo interminável.

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Decoração não é arquitetura ou design de interiores. Enquanto a arquitetura de interiores é feita exclusivamente por profissionais de arquitetura, o designer de interiores é feito por designers. Para que você possa entender um pouco melhor vou falar um pouco sobre o que é cada coisa.

A arquitetura visa de maneira geral a concepção total ou parcial da obra, pensando no melhor posicionamento e dimensionamento de ambientes, janelas e portas assim como todos os pormenores da obra de acordo com o estilo adotado naquela obra em questão, como por exemplo a iluminação e a escolha das luminárias, definição dos forros, indicação de pisos e seus paginação, definição de pontos elétricos e de tomadas de telefone e tv, indicação de revestimentos na parede, definição de rodapé e guarnição das portas e organização da disposição dos móveis (incluindo armários planejados ou não). É essencial ao arquiteto o registro profissional no seu respectivo conselho, o CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo), que só é obtiva após a conclusão do curso de Arquitetura e Urbanismo.

O design de interiores é uma espécie de ramificação de um segmento da arquitetura. Um designer de interiores cuida exclusivamente de espaços internos, podendo ser eles espaços residenciais ou corporativos. Assim sendo, este profissional vai elaborar os espaços internos pensando em seus detalhes e como a iluminação, forro, pontos elétricos, pontos de tv e telefone, revestimentos, rodapés, guarnições e na disposição dos móveis. Um designer de interiores obrigatoriamente fez algum curso técnico ou tecnológico para obter este título, que normalmente possuem duração de 2 a 3 anos.

Apesar de ser comum que as pessoas confundam o designer com o decorador, as duas profissões são bem diferentes, uma vez que para que alguém se torne decorador não é exigido nenhum tipo de formação. O decorador pode ser alguém autodidata, ou pode ter frequentados os cursos de decoração que existem, e sua função se restringe a apenas escolher acessórios, não podendo interferir no ambiente nem mesmo no detalhamento de mobiliário.

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Recapitulando, ao arquiteto é obrigatório o registro no CAU, ao designer é obrigatório ter cursado algum curso (seja técnico ou tecnológico de design de interiores), mas como o design de interiores ainda não é uma profissão regulamentada eles não precisam obrigatoriamente serem associados à ABD (Associação Brasileira de Designer de Interiores), já os decoradores não precisam de nenhum tipo de formação e não possuem nenhum tipo de conselho ou associação para se registrarem.

Talvez a maior pergunta que as pessoas se façam é: eu preciso contratar alguém para decorar a minha casa? E a resposta é: não!

Decorar é dar a sua personalidade ao espaço, você pode sim contratar alguém para uma consultoria, tanto arquiteto ou designer, mas você também pode pôr a mão na massa e dar estilo e personalidade ao seu ambiente aos poucos, com algum artesanato aqui, um bibelô ali e assim por diante. Lembrando que a decoração pode ser tanto permanente como sazonal, como é o caso da decoração de natal.

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Para comércios é interessante sim contratar empresas especializadas em decorações sazonais, mas para definição de disposição da loja é altamente recomendado que se contrate um especialista em arquitetura comercial, afinal a disposição da loja pode fazer com que você venda mais ou até mesmo que o comercio feche as portas em poucos dias.

Se o seu objetivo é construir aí sim é necessário contratar um profissional de arquitetura que é um profissional habilitado para mexer com estrutura física, mas se você deseja remodelar um ambiente interno, deixando-o mais belo e funcional, você pode optar entre o arquiteto e o designer para contratar.

A decoração da sua casa pode ou não seguir a tendência, mas o mais importante mesmo é que ela te agrade e te deixe satisfeito.

Espero que este post tenha sido útil para você e que eu tenha conseguido me expressar de maneira clara.

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Se for construir ou reformar, valorize sua obra: contrate um arquiteto.

Dossiê: pisos cerâmicos e porcelanatos

O piso cerâmico ou o porcelanato são os pisos mais populares no Brasil, por esta razão decidir fazer um post com as informações básicas sobre esses produtos para você que está pensando em reformar e construir, mas está em dúvida na questão dos materiais. Já adianto que informações mais específicas sobre os produtos deverão ser obtidas juntamente ao fabricante, visto que de fabricante para fabricante há diferença nas orientações de uso e manutenção.

Várias são as razões para o sucesso do pisos cerâmicos e porcelanatos, afinal esses dois materiais são velhos conhecidos da humanidade. A origem da palavra cerâmica vem do grego kéramos que significa “terra queimada” ou “argila queimada” e existem registros de uso de vasilhas de armazenamento feitas de cerâmica a cerca de 10-15 mil anos atrás! Já o porcelanato foi usado primeiro pelos chineses utilizando um pó finíssimo conhecido como caulim.

A cerâmica se desenvolveu de maneiras diferentes ao redor do mundo e atualmente é amplamente utilizada para diversos fins. A cerâmica é constituída por argila e matérias-primas inorgânicas, que primeiro são umedecidos para facilitar a moldagem e então são secos e cozinhados/queimados em altas temperaturas, grosseiramente falando a cerâmica é barro endurecido pelo fogo. O revestimento cerâmico é composto por três camadas, a primeira é chamada de suporte ou biscoito, a segunda camada é chamada de engobe e tem função de impermeabilizar a peça e garantira a aderência da terceira camada que é o esmalte.

O revestimento de porcelanato é um tipo de revestimento mais tecnológico que utiliza materiais mais nobres, é mais resistente e menos poroso do que o revestimento cerâmico comum, tendo maior durabilidade e, obviamente, resistência.

Resumindo: tanto a cerâmica como o porcelanato são pedras artificiais.  Juntamente com as pedras naturais, a cerâmica e o porcelanato são conhecidos como pisos frio.

No Brasil o revestimento cerâmico veio com os portugueses, que por sua vez foram fortemente influenciados pelos árabes, já o revestimento de porcelanato inicialmente era importado principalmente da Itália e em 1995 surgiu a primeira marca nacional.

Os benefícios de optar pela utilização de pisos cerâmicos ou porcelanatos são várias. Esses tipos de pisos reduzem os custos de conservação e manutenção, visto que eles possuem uma boa durabilidade e são fáceis de limpar. Com os avanços tecnológicos agora o mercado oferece uma grande variedade tanto de tamanhos quanto de preços, estilos, cores, formatos e acabamentos. Uma das razões da grande popularidade da cerâmica e do porcelanato no Brasil s dá também pelo fato de eles serem pisos frios e o Brasil ser um país com o clima predominantemente quente, de maneira que eles ajudam na questão do conforto térmico, deixando os ambientes mais frescos.

Mas nem tudo são flores, é preciso atenção e cuidado tanto na hora da compra do produto, como na sua instalação, manutenção e limpeza, para que você possa usufruir do melhor desempenho possível.

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COMPRA

O arquiteto é o responsável por especificar qual o piso a ser utilizado de acordo com a preferência do cliente, mas como o mercado oferta uma grande variedade é preciso ficar atento na hora de comprar. Tanto a cerâmica quanto o porcelanato são muito versáteis, podendo ser utilizados em diversos ambientes, mas a indicação é que opte por pisos mais ásperos para áreas molhadas e pisos mais lisos para áreas secas, mas não caiam no conto de que existe piso cerâmico ou porcelanato antiderrapante porque isto é uma grande mentira. Eu e meus pais caímos nesse conto e também já caímos diversas vezes na nossa calçada por conta disso, afinal esses tipos de piso quando molhados são igualmente escorregadios.

A norma reguladora de qualidade do piso cerâmico é a é NBR 13.818/97 onde são definidos três grupos de tipos de piso cerâmico: o tipo A é a primeira linha de pisos cerâmicos, não apresentando defeitos visíveis em 95% das peças; os tipos B e C são conhecidos como de segunda linha, possuem a mesma resistência da primeira linha, mas as peças apresentam defeitos visíveis; já o tipo D é a linha conhecida como refugo, é a linha mais barata, porém as peças possuem defeitos visíveis e não há garantia em relação a resistência. Para os pisos de porcelanato existem duas normas a NBR 15.463 e também a NBR 13.818, além de existir o selo de qualidade emitido pela Anfacer, existem dois tipos de porcelanatos: a qualidade A é um porcelanato de alta qualidade, com poucos defeitos e apresenta maior aproveitamento; a qualidade C é conhecida como linha comercial é mais barata e possui qualidade inferior, apresenta muitos defeitos e maior perda na hora da instalação.

Como já foi dito anteriormente, cerâmicas são produtos esmaltados e na hora da compra de produtos esmaltados deve-se também observar também a resistência a abrasão do produto:

PEI 0 – são peças que possuem baixíssima resistência a abrasão e por isto devem ser utilizadas apenas em paredes.

PEI 1 – pode ser utilizado em locais que não possuam sujeira abrasiva, baixo transito de pessoas e que não tenham porta externas, como por exemplos banheiros residenciais.

PEI 2 – é recomendado para ser utilizado em ambientes com transito de pessoas moderado e sem porta externa, como é o caso de dormitórios e banheiros residenciais.

PEI 3 – o uso recomendado é em ambientes residenciais sem portas externas.

PEI 4 – pode ser utilizado em ambientes residenciais e pequenos espaços comerciais sem porta externa ou com porta externa e sem sujeita abrasiva.

PEI 5 – seu uso é indicado para todos os ambientes residenciais, comerciais e alguns industriais.

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INSTALAÇÃO

Apesar de serem populares, os pisos cerâmicos e porcelanatos não podem e nem devem ser assentados por mão de obra desqualificada, pois qualquer erro na instalação vai refletir posteriormente e pode levar você a pensar que o produto é ruim quando na verdade era o assentador que não sabia o que estava fazendo.

Todos os produtos possuem instruções específicas que podem ser encontradas nas caixas e devem ser seguidas à risca. Algumas marcas oferecem um bom período de garantia, mas que pode ser perdido no caso de erro de instalação, portanto ao comprar o produto busque informações sobre aquele produto em específico, verifique as recomendações da marca inclusive sobre argamassa e rejunte. Existem também marcas que só permitem que os profissionais que trabalham para ela paginem e instalem o piso, nestes casos é comum o preço da instalação já estar incluso no valor do piso.

Para a instalação dos pisos cerâmicos e de porcelanatos é preciso que a base que o receberá esteja firme e nivelada, seja o contrapiso ou outro piso, afinal é possível instalar um piso novo por cima de um outro piso.

É indispensável que o piso esteja bem colado para que você obtenha o melhor desempenho possível do produto e nunca utilize azulejo de parede como piso. Seguindo todas as instruções, com uma base firme e um piso bem colado você terá um piso que pode durar por anos como se tivesse acabado de ser instalado, tudo depende de como você cuidará deste piso.

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LIMPEZA

A manutenção e a limpeza de pisos cerâmicos e porcelanatos é algo relativamente fácil, mas que é comprometida pela falta de informação e pelo excesso de vontade de ter uma casa limpa.

Todos os fabricantes de pisos cerâmicos e de porcelanato recomendam exatamente um único e mesmo produto: detergente neutro. Um ou outro fabricante recomenda esporadicamente o uso de um produto muito específico produzido por ele próprio. E agora é aquele momento em que os aficionados por limpeza gritam e esperneiam e brigam comigo por dizer uma loucura dessas mas vale lembrar que não sou eu Gabriela ou a Arquiteta Gabriela querendo impor nenhuma regra e sim só estou repassando uma informação que qualquer um pode verificar.

Os produtos ofertados no mercado de limpeza no geral são ácidos e corroem os pisos deixando-os porosos, o que danifica o piso e faz com que ele suje cada vez mais rápido e torna a limpeza ainda mais difícil.

Somente o detergente neutro e a água são suficientes para uma boa limpeza, porém há casos como vinho, óleo de motor entre outras substancias que podem sim manchar um piso, mas a única solução viável para remoção dessas manchas é a troca do piso, já que produtos que prometem limpar facilmente removendo manchas profundas vão danificar seu piso. Se a mancha já penetrou no piso não é um produto industrializado ou uma misturinha caseira que fazer com que a substância que penetrou o piso volte a superfície e saia facilmente.

Senta que lá vem história: certa vez observei um piso muito judiado, mas muito detonado mesmo e descobri que o piso era relativamente novo, ainda estava dentro do tempo que os fabricantes dizem que dura um piso cerâmico ou um porcelanato (cerca de 10 anos), e como sou uma pessoa curiosa resolvi dar uma investigada para saber o que havia acontecido. A pessoa dona do piso obviamente xingou, reclamou falou que aquele piso era uma porcaria, afinal um dia ela resolveu dar uma boa limpada no piso usando limpa pedra para remover bem as impurezas, mas o piso ficou todo opaco, minutos depois sujou de um jeito que nunca mais saiu.

Pisos cerâmicos ou porcelanatos são pedra que possuem baixa absorção de água, porque não são muito porosas e em geral eles possuem uma camada protetora impermeabilizante. Quando se usa produtos químicos ácidos a camada protetora é retirada junto com a sujeira, deixando o piso mais poroso, o que facilita a entrada de sujeira e dificulta a saída da mesma além de fazer com que o piso perca aquele brilho típico. Quanto mais agressivo for o produto, pior será o resultado e seu piso durará menos.

Para potencializar a durabilidade do piso é muito importante ficar atento aos produtos que podem ser utilizados, como deve ser feita a sua limpeza e evitar sujeiras abrasivas tais como areia.

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OUTROS LINKS ÚTEIS E INFORMATIVOS

– Revestimentos cerâmicos: tudo o que você precisa saber. – http://www.casadagua.com/dicas/revestimentos-ceramicos-tudo-o-que-voce-precisa-saber/

– Inmetro – http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/revestimentos.asp

– Tudo sobre porcelanato – http://assimeugosto.com/arquitetura/tudo-sobre-porcelanato/

– Anfacer – http://www.anfacer.org.br/

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Vai construir ou reformar? Valorize sua obra: contrate um arquiteto!

Os problemas de quando se nivela a qualidade por baixo.

Analisando diversas situações eu cheguei a uma conclusão sobre as escolhas que as pessoas fazem na hora de construir, e é sobre isto que vou falar no post de hoje.

Na semana passada eu já falei sobre os piores vilões das obras (leia aqui) e hoje eu quero fazer uma reflexão de quais as razões que levam as pessoas a escolherem materiais de baixa qualidade, mão de obra de baixa qualidade e até mesmo a construir sem projeto. Eu já falei quais são os maiores vilões das obras, mas hoje é a vez de falar de como eles aparecem.

Os maiores vilões das obras são como vampiros, eles só entram na obra se forem escolhidos e convidados, e na grande maioria vezes elas são convidadas a entrar e atrapalhar todo o andamento da obra. O principal problema é a incansável busca pelo mais barato sempre sem pensar nas consequências que esta escolha pode trazer, pois infelizmente hoje o nivelamento acontece por baixo.

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A qualidade tanto dos serviços como dos produtos deixou de ser prioridade e então coisas de péssima qualidade são ofertadas a um preço aparentemente menor do que produtos que possuem qualidade, e digo aparentemente porque produtos de baixa qualidade não rendem bem ou estragam fácil e serviços mal feitos gastam mais material do que o necessário. Claro que existem exceções para a regra de que tudo mais barato é de baixa qualidade, porém é sempre bom desconfiar.

E como produtos e serviços de baixa qualidade se perpetuam no mercado? Muito simples, o mercado e a indústria sabem que a economia do nosso país não é lá aquela coisa e que brasileiro adora economizar e então eles nivelam por baixo, portanto oferecem serviços e produtos ruins a bons preços como uma maneira de atrair o consumidor. Isto é muito ruim, pois acaba nivelando por baixo e fazendo com que serviços e produtos bons de qualidade ok (não o top de linha, só o ok mesmo) parecerem exorbitantemente caros.

São muitos os interesses e as influencias por detrás disto. Na questão da mão de obra é muito comum, principalmente nos interiores de todo país, ver pessoas que não possuem perspectiva de vida, que acabaram a escola (ou não) e que por não saberem que caminho seguir, por não gostarem de estudar, por falta de oportunidade e por tantos outros motivos acabam indo trabalhar em obra, mas não buscam treinamentos para melhorarem seus serviços, e acaba sendo mais um ensinamento passado de pai para filho, que não seria problema algum caso o mundo não estivesse mudado. Mas também acontece que por diversas vezes que os cursos de aperfeiçoamento nem são oferecidos e são tantas as razões e os motivos que fazem com que exista mão de obra ruim sendo requisitada que é difícil encontrar apenas um responsável.

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O que mais me chateia mesmo é a questão dos produtos ruins, afinal quem acaba sendo mais refém são as pessoas mais desfavorecidas econômica e socialmente. Crises e instabilidades marcaram a história do Brasil tão profundamente que fez com que a população de maneira geral anseie por economizar, mas há aqueles que não possuem essa opção, ou eles consomem os produtos mais baratos ou não consomem e então eles não podem nem optar pela qualidade, são obrigados a prezar pelo menor preço acima de tudo em decorrência a realidade social e econômica do país.

Mesmo sendo o problema muito extenso e aparentemente demasiadamente complexo, a solução é simples: informação. Se houvesse maior informação de quanto realmente custa ter algo de qualidade e quando realmente custa a baixa qualidade ninguém optaria por pagar baratinho em produtos ruins e serviços mal feitos. Se os lojistas e os clientes se recusassem a ter e consumir estes produtos de baixa qualidade e exigissem maior qualidade a um preço acessível, como acontece em diversos lugares do mundo, a coisa seria bem diferente por aqui.

Ninguém merece e nem deveria ficar refém de produtos e serviços de má qualidade. Certa vez, conversando com uma amiga que é advogada ela me falou que o Brasil possui um dos melhores códigos de defesa ao consumidor do mundo, mas não há motivos para comemoração uma vez que o nosso Código de Defesa ao Consumidor não é um dos melhores do mundo atoa e sim porque os consumidores brasileiros precisam deste respaldo tamanha é a falta de qualidade e respeito, ou seja, o consumidor brasileiro precisa de uma proteção extra para não seja passado para trás.

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É possível sim produtos melhores a preços acessíveis, nas universidades a pesquisa e a busca por novos materiais e novas técnicas que garantam qualidade e conforto com o preço mais baixo possível é constante, mas falta interesse da indústria para a produção em larga escala e também falta treinamento de equipes de obra. Com isso quem perde é sempre o cliente, que fica refém.

Além de tudo o que já falei tem outra questão que acaba pesando muito para que esses produtos de baixa qualidade se perpetuem no mercado: a RT. Eu já falei sobre a RT antes e expliquei que RT não é RRT (leia aqui), mas nunca é demais lembrar que em certos casos a comissão paga a arquitetos, engenheiros, designers e pedreiros para indicarem determinado produto ou marca acaba sendo um fator decisivo na compra de opinião, e então quem deveria se preocupar com a qualidade final da obra, quem deveria auxiliar o cliente a fazer as melhores escolhas acaba se vendendo por alguns trocados, prejudicando o cliente.

Fora a questão de serviços e materiais de baixa qualidade ainda há a crença difundida em nossa sociedade que contratar bons profissionais (arquitetos e engenheiros) é caro e que este gasto é dispensável, e então a função de projetar um espaço funcional e eficiente fica sob a responsabilidade de quem não estudou para isto e não possui domínio técnico para tal. É notável a diferença de uma casa pensada e planejada adequadamente para atender as suas necessidades de uma casa simplesmente construída conforme o humor do construtor.

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O valor gasto com bons profissionais se justifica no momento em que você irá obter um resultado final muito melhor e que eles além de poderem te auxiliar na questão dos materiais, eles também zelam pela qualidade do serviço que a equipe de obras presta, de maneira com que sua obra seja mais eficiente possível. E também é sempre bom lembrar que assim como existe assistência jurídica fornecida pelo governo a quem não pode contratar um advogado, é obrigação do governo fornecer assistência técnica para quem quer construir mas não possui condições de contratar um profissional, eu já falei sobre arquitetura social (leia aqui) e neste post mostrei que arquitetura não é coisa de gente rica, arquitetura pode e deve ser para todos.

Eu poderia passar dias, meses e até anos aqui refletindo sobre o assunto, mas por hoje vou ficar por aqui. O importante é saber que é possível mudar, pesquise, se informe e, acima de tudo, desconfie de coisas baratas demais, ou caras demais ou de elogios demais. A internet é uma excelente ferramenta se utilizada corretamente, use-a para procurar informações.

Eu diria que as palavras fundamentais para quem pensa em construir e reformar são cautela e planejamento. Cautela com ofertas tentadoras demais, afinal nada no mundo é de graça e não existe almoço grátis. Planejamento de absolutamente tudo possível.

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Não permita que o seu sonho de ter um lar passa chamar de seu se torne um pesadelo. Permita-se sonhar e busque sempre a qualidade.

Se você me acompanha aqui no blog e têm o costume de ler meus posts com toda certeza já sabe como fugir dos vilões e ter uma boa obra que resultará em um excelente lar.

Se você tiver algo a acrescentar a esta reflexão deixe o seu comentário.
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Os 3 maiores vilões das obras

Construir uma casa da maneira como você sonha e deseja é algo muito especial e único, porém é preciso tomar uma série de precauções para que a obra não vire um pesadelo total e o resultado seja desastroso.

Para que você que está pensando em construir ou até mesmo reformar não caia em armadilhas eu resolvi fazer o post de hoje e falar sobre os três maiores vilões das obras.

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Falta de planejamento

Me sinto uma chata insuportável por escrever mais uma vez sobre planejamento aqui no blog, mas planejamento á algo fundamental para que se tenha uma boa obra.

Planejamento nunca é demais, pensar no que deseja com a obra, a melhor época para se inicia-la, fazer uma projeção de qual será os eu tempo de duração, de quanto dinheiro será necessário investir nesta empreitada ou até mesmo quanto dinheiro é possível investir, entre tantos outros planejamentos e projeções que se pode fazer.

Eu diria que o primordial é pensar na questão financeira, afinal nada no mundo é de graça, portanto é necessário saber o quanto de dinheiro se pode destinar a obra para então saber o que pode ser feito. Leis, normas e legislações juntamente com o dinheiro são os principais limitadores de um projeto. Uma das coisas mais chatas ao se iniciar uma obra é ter que interrompê-la devido à falta de planejamento, seja orçamentária ou por outro motivo.

Se você mora de aluguel e pretende construir a casa própria para se livrar dele também é preciso pensar no tempo em que a obra pode durar, afinal não é bacana pagar multar por quebra de contrato por sair antes do esperado ou então ter que sair do imóvel alugado e a obra não ter acabado ainda. Imprevistos são muito comuns em obras, mas há sempre como se planejar para contorna-los ou até mesmo contar com eles no cronograma, como por exemplo pensar que algum fornecedor pode atrasar a entrega ou então procurar saber sobre como será o ano do ponto de vista climático.

Construir (ou fazer uma grande reforma) é uma espécie de megaoperação onde diversos profissionais de áreas distintas irão se unir para chegar a um mesmo resultado final, por isto é importante que tudo seja muito bem pensado e orquestrado desde o início.

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Falta de projetos

O projeto arquitetônico também é uma espécie de planejamento e é muito importante para um bom andamento de obra, mas ele não é o único projeto necessário para construção ou para a reforma de uma casa. Imagine começar uma obra sem projeto algum, ou faltando algum dos projetos e então no meio da obra é preciso tomar decisões que deveriam estar em projeto. É um caos desnecessário.

Dentro do projeto arquitetônico está muito mais do que apenas a indicação de onde vai parede, onde vai porta e onde vai janela. Na elaboração do projeto arquitetônico é levado em conta os gostos e preferencias dos futuros usuários da casa, seus costumes e hábitos, é pensada a questão do conforto, a relação com o entorno, a funcionalidade de cada ambiente entre tantas outras questões para que o resultado final da obra seja melhor do que o esperado.

Já os outros projetos acabam definindo outras questões. O projeto estrutural prevê a estrutura necessária e como ela deve ser executada, o projeto elétrico prevê a fiação necessária, por onde ela deve passar, onde e o que é cada ponto elétrico. O projeto hidráulico prevê o tamanho de cada tubulação, por onde cada uma deve passar e também outras questões como recolhimento do esgoto e de águas da chuva.

Todos os projetos acima citados são essenciais para que se elabore o projeto executivo, que é o projeto que diz como a obra deve ser executada e traz o detalhamento. A falta de algum projeto pode causar muita confusão durante a obra, ocasionando retrabalhos e desperdícios.

Ainda pior pode ser a falta do projeto para a aprovação na prefeitura. Para se iniciar uma obra é necessário a aprovação da prefeitura e de outros órgãos responsáveis, dependendo do porte da obra, e esta aprovação possui um custo, mas se engana quem pensa é uma economia construir irregularmente, pois durante uma fiscalização da prefeitura sua obra pode ser embargada e então você terá que arcar com uma série de multas e taxas para concluí-la.

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O mais barato

Devo concordar que construir é algo realmente custoso, como disse anteriormente, é necessário um planejamento financeiro para saber o que pode ser feito e é importante levar em conta nesse planejamento uma série de questões, pois o barato pode sair muito mais caro.

Uma dessas questões é a mão de obra que irá executar a obra. A mão de obra da construção civil é algo que possui um preço elevado no final da somatória, mas é um gasto necessário e pagar barato na mão de obra não é sinônimo de economia. Uma boa equipe de obra possui treinamento, é eficaz e não fica perdendo tempo e também não desperdiça material, portanto no fim das contas representará economia tanto de dinheiro quanto de tempo, porém boas equipes costumam não ser as mais baratas, mas também não são necessariamente as mais caras. A pesquisa ainda é a melhor aliada para que se encontre uma boa equipe de obra com qualidade e bom preço.

Se você soubesse que a equipe de obra que cobra um preço bem baixo é enrolada por demais, desperdiça muito material e perde muito tempo fazendo vários nadas, você consideraria que esse valor pago a ela é alto ou baixo? Você pode contratar os melhores profissionais (arquiteto e engenheiros) e comprar os melhores materiais do mundo, mas se você não busca saber a qualidade dos serviços oferecidos pela mão de obra executora da obra o resultado pode ser desastroso. Já cheguei a testemunhar paredes tortas em todos os sentidos onde o pedreiro se garantiu e disse que tiraria a diferença na massa, ou seja, a parede iria ficar muito mais grossa do que o necessário, torta e a quantidade de massa (argamassa) usada seria muito maior, um desastre total, afinal no fim da obra a área dos ambientes ficaria menor também, só prejuízo.

Outra questão que deve ser observada é a qualidade dos materiais de construção. Assim como é com a mão de obra, não é incomum que se escolha os materiais de construção pelo preço esquecendo-se que o barato pode sair caro. Existem materiais que possuem um preço mais acessível e são de boa qualidade, mas são exceções. É muito como que os materiais mais baratos não rendam bem, como por exemplo uma tinta que ao invés de duas mãos precisa de quatro ou cinco mãos, ou então que não durem nada, como por exemplo uma tinta que fica linda e perfeita por um tempinho e depois começa a esfarelar ou então a desbotar.

Materiais de construção são os itens que mais pesam na conta final dos custos da obra, porém olhar apenas para o preço para tentar economizar pode te deixar com a sensação de que você não consegue parar de comprar material nas lojas por eles não terem um bom rendimento e você ter que constantemente ter que ir comprar mais, ou então você pode se arrepender com pouco tempo de obra concluída (geralmente materiais de baixa qualidade costumam apresentar problemas em menos de um ano).

É importante ressaltar que você não precisa comprar tudo do mais caro para ter qualidade, já que nem sempre preço alto é sinônimo de qualidade, mas que normalmente o mais barato vai acabar custando mais caro. Seja para mão de obra, para os materiais ou para qualquer outra questão da obra desconfie de preços muito baixos. Buscar informação e referências é a melhor solução para que o barato não saia uma fortuna.

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Construir a casa dos seus sonhos pode não ser um processo fácil, demanda esforço, tempo e dinheiro, mas vale a pena. É preciso se precaver para não cair em ciladas. Planejamento e estudo é essencial tanto para o começo como para toda a obra, ter o acompanhamento de profissionais e ter todos os projetos é algo que vai lhe proporcionar mais tranquilidade e qualidade na obra e ter uma boa equipe de obra e escolher bons materiais vai lhe assegurar que você tenha o melhor resultado possível e que a sua casa dos sonhos se torne realidade.

O processo todo de construção por si só é exaustivo, mas sua obra não precisa ser um pesadelo. Fuja dos vilões.

Se você vai reformar ou construir, valorize sua obra: contrate um arquiteto!

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